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Data: 28.11.2000  :. Em Reformulação!
Tipo: Processadores
Fabricante: Não se Aplica
Por: Carlos E. Morimoto

 

   Raio-X dos processadores overdrive

O processadores overdrive são uma opção de upgrade para quem tem um PC antigo e gostaria de fazer um upgrade trocando apenas o processador.

Claro que desde os 486 as placas mãe suportam vários processadores, mas sempre existe um limite. Seja por que a placa mãe não suporta multiplicadores além de um certo limite, seja por que não suporta as tensões utilizadas pelos processadores mais atuais, seja por que o BIOS não é compatível e não existe um upgrade disponível, seja por que o encaixe mudou... Existem muitos motivos possíveis para a limitação.

Heis que surgem alguns fabricantes oferecendo a possibilidade de transformar seu Pentium 75 ou Pentium 100 num 233 MMX ou num K6-2 500, ou mesmo num Pentium III. Rápido e fácil, basta abrir o gabinete, alterar algumas configurações e trocar o processador.

Apesar da proposta ser tentadora, a prática se revela um pouco mais problemática. Simplesmente trocar o processador, mantendo o restante do sistema sem alteração acaba resultando num ganho geral muito pequeno, pois gargalos como a quantidade e velocidade da memória RAM, as limitações da antiga placa de vídeo, a baixa velocidade do cache L2, etc. impedem que o processador manifeste seu potencial.

Veja por exemplo o nosso caso mais extremo, uma placa PCI da Evergreen, contendo um processador Pentium III de 700 MHz e 256 MB de memória RAM que pode ser instalada em qualquer PC antigo que tenha slots PCI. A placa desabilita o processador e memória RAM originais e assume suas funções. O ganho de processamento ao trocar o processador Pentium 100 com 8 pu 16 MB de RAM por um Pentium III 700 com 256 MHz é brutal, mas, poder de processamento não é tudo. O HD continuará o mesmo Fujitsu de 1.7 GB, a placa de vídeo continuará sendo a velha Trident 9680 de 2MB, sem falar na velha placa de som, no CD-ROM de 8X, no modem de 33.6, no monitor de 14”, na placa mãe sem possibilidades de expansão e que provavelmente ja está no final da sua vida útil, prestes a começar a dar problemas de mal contato ou simplemente deixar de funcionar.

O custo do overdrive é um outro problema. Como os processadores overdrive nada mais são do que processadores comuns, alterados com reguladores de tensão, circuitos para alterar seu multiplicador, etc. que são produzidos semi-artesanalmente e vendidos em pequenas quantidades, seu custo de venda acaba sendo muito alto. A placa PCI com o Pentium III e mais RAM do exemplo cima por exemplo, custa nada menos que 430 dólares, quase o preço de um PC novo para transformar seu Pentium 100 numa carroça com motor de Ferrari.

Pelo que escrevi até aqui, você já deve ter notado que eu não sou exatamente um defensor dos overdrives. Na verdade, a opinião que venho defendendo em outros artigos é que os melhores upgrades para PCs antigos são o aumento da quantidade de RAM, seguido pela troca do HD e de uma placa 3D no caso de PCs para jogos. Apesar disso, não custa nada examinarmos as alternativas de processadores overdrive que temos no mercado, até por que muitos produtos utilizam soluções bastante criativas para superar as limitações das placas mãe. Vamos lá:


:. Os modelos

Existem atualmente 3 grandes fabricantes de processadores overdrive, a Evergreen, a PowerLeap e a própria Intel, que não ofereceu novos lançamentos nos dois últimos anos, mas lançou alguns modelos de overdrives, entre eles dois modelos do Pentium, de 66 e 83 MHz destinados a placas de 486, os MMX overdrive que podem ser instalados em placas soquete 7 ou soquete 5 antigas, que não suportam a tensão mais baixa usada por ele, além de um modelo do Pentium III para atualizar placas para Pentium Pro.

A Kingston fazia parte desta lista a até pouco tempo, com seus modelos TurboChip. O modelo de maior destaque foi o TurboChip 400, um K6-2 de até 400 MHz que podia ser instalado em placas soquete 7 antigas, com processadores Pentium de 75 a 200 MHz. O topo de linha da série foi TurboChip 566/S1, um Celeron 566 destinado aos PCs com placas slot 1 antigas que não suportavam os Celerons Coppermine por não oferecerem os 1.6v utilizados pelo processador. Lembre-se que muitas placas slot 1 antigas oferecem apenas os 2.8v utilizados pelos Pentium II de 0.35 mícron.

Olhando a tabela de preços da Kingston, é fácil perceber por que a linha foi descontinuada. O TurboChip 400 custava US$ 150 nos EUA, o triplo do preço de um K6-2 500 na época em que era vendido e mais do que custaria o mesmo K6-2 junto com uma placa mãe. O TurboChip 566/S1 era ainda mais caro, 239 dólares, novamente nos EUA, mais caro que um Celeron 733 e uma placa mãe custariam na época em que o TurboChip era vendido.


:. Evergreen

O carro chefe da Evergreen é a linha AcceleraPCI, onde o overdrive é uma placa PCI com o processador, um chipset substituto e memória RAM. Ao ser instalada a placa desabilita o chipset da placa mãe (e de quebra também o processador e memória RAM) e assume o controle do sistema. Você pode retirar os componentes antigos e os usar em outro lugar, já que eles não terão mais utilidade.

Não existe mistério nesta substituição, pois nas placas mãe com slots PCI tudo gira em torno do barramento. Ele serve como meio de comunicação entre as pontes norte e sul do chipset (com excessão de algumas placas recentes, que utilizam o V-Link, HyperTransport ou algum barramento proprietário para esta função), interliga todas as placas PCI instaladas, as interfaces IDE, USB, etc. e serve como base para o barramento ISA, portas seriais, paralelas, teclado e outros componentes de legado. Na verdade, nas placas atuais o barramento ISA é uma derivação do barramento PCI, tanto que existe um componente dedicado a cuidar desta interação, o PCI-to-ISA Bridge.

Ao ser conectada no barramento PCI, fica fácil para a placa assumir o controle do sistema.

Existem três versões da AcceleraPCI, com processadores Pentium III de 600 MHz, 700 MHz e 1.0 GHz. Todas as placas suportam um máximo de 256 MB de memória RAM, espetada na própria placa. Além da limitação quanto à quantidade, a placa utiliza módulos de memória SODIMM, de notebook, com espaço para um único módulo.


AcceleraPCI


O detalhe mais interessante é que por ter seu próprio chipset, esta placa não depende das frequências suportadas pela placa mãe. O único componente aproveitado, que é o barramento PCI, opera a 33 MHz em qualquer placa. Ou seja, essa placa pode ser instalada em qualquer PCI com slots PCI, até mesmo num 486. 

Este overdrive oferece um benefício maior do que os tradicionais, onde é substituído apenas o processador, mas em compensação é uma solução ainda mais cara. A versão mais parruda, com o Pentium III 1.0 GHz e 256 MB de memória custa incríveis 450 dólares e nos EUA, direto com o fabricante. A versão de 700 MHz custa 430 dólares enquanto a de 600 MHz custa  US$ 360, ambas com 256 MB de memória

Existe a opção de comprar as placas com apenas 64 MB de RAM. Neste caso os preços caem para respectivamente 400, 330 e 270 dólares. É possível fazer um upgrade de memória mais tarde, substituindo o módulo de memória.

Esta é uma solução interessante do ponto de vista da praticidade, mas que torna-se inviável devido ao custo. Sem dúvida, a troca do processador, placa mãe e módulos de memória ofereceria um custo benefício muito melhor, já que 270 dólares atualmente são suficientes para comprar um Duron, 256 MB de memória e uma boa placa mãe. Com os 450 dólares do modelo mais caro seria possível montar um PC completo, ou então fazer um senhor upgrade, com um Athlon 1.4, 512 MB de memória, placa mãe e com o troco comprar uma GeForce MX. Isso a preços de Brasil, não do mercado Norte Americano. http://www.evergreennow.com/


:. PowerLeap

A PowerLeap fabrica adaptadores que eliminam as incompatibilidades a nível de tensões suportadas e multiplicadores, mas resta ainda o problema da frequência de operação da placa mãe. Ao contrário da AcceleraPCI, esta linha destina-se a substituir apenas o processador. A utilidade é mais limitada, mas em compensação os preços são muito mais baixos.

A linha inclui adaptadores para placas soquete 7 antigas, placas slot 1 e placas soquete 370.

Para quem possui um Pentium antigo, apartir de 75 MHz, incluindo os antigos, que ainda utilizam placas soquete 5, existem duas opções, os adaptadores PL-ProMMX-400 e PL-K6-III. Ambos são semelhantes. A diferença básica é que o Pro-ProMMX suporta apenas processadores até o K6-2m enquanto o PL-K6-III suporta também os processadores K6-3, que possuem um desempenho um pouco melhor, graças ao cache L2 integrado.


PL-K6-III


A PowerLeap comercializa kits com o adaptador, processador e cooler. O PL-ProMMX 400 com um processador K6-2 400 custa US$ 90, enquanto o PL-K6-III, que acompanha um K6-III 400 custa US$ 100. Existe ainda a opção de comprar apenas o adaptador por US$ 50

Note que a frequência de operação depende da frequência da placa mãe. Se a placa mãe estiver configurada para operar a 66 MHz, os processadores trabalharão a 400 MHz. Caso esteja configurada para operar a 60 MHz ambos operarão a 366 MHz, e caso a placa opere a 50 MHz, ambos trabalharão a apenas 300 MHz.

Outro aviso importante é que o desempenho destes processadores numa placa mãe antiga será bastante inferior ao de um K6-2 ou K6-3 numa placa mais atual, que já suportaria bus de 100 MHz, utilizaria memórias SDRAM, etc.

Para quem possui um Pentium II ou Celeron slot 1 existe a opção do PL-iP3, que permite utilizar processadores Celeron e Pentium III FC-PGA. No caso das placas que utilizam bus de 66 MHz é possível utilizar os kits PL-iP3 533C e PL-iP3 766C, que utilizam Celerons de 533 e 766 MHz e custam, respectivamente, US$ 100 e US$ 133. Para as placas que suportam bus de 100 MHz está disponível também o PL-iP3 1000C por US$ 160.


PL-iP3


Os adaptadores não funcionam em todas as placas slot 1, pois ainda existe o problema do BIOS. Claro que nenhuma placa antiga para Pentium II terá um BIOS totalmente com os processadores Coppermine, mas a maioria dos BIOS é “tolerante”, ou seja, não é capaz de reconhecer corretamente o processador, mas mesmo assim é capaz de trabalhar com ele sem problemas. Entretanto, existem casos de placas realmente incompatíveis.

Estes adaptadores são uma solução mais viável em termos de custo, mas estes preços podem subir bastante caso você resolva importar algum dos kits, já que além da postagem existem os impostos. http://www.powerleap.com

 


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