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Artigos :. Instalar o RedHat 7.2 num 486

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Data: 09.01.2002
Tipo: Informações
Fabricante: Não se Aplica
Por: Carlos E. Morimoto

 

 A aventura de instalar o RedHat 7.2 num 486

:. Programas a utilizar

Aqui estão algumas sugestões de programas a utilizar, já que em nome da usabilidade abrimos mão dos aplicativos mais badalados.

Como Browser eu tenho duas recomendações, que de certa forma se complementam. Como browser principal a escolha vai para o Opera, que apesar de ser um dos grandes em termos de recursos, é bastante leve, ocupando cerca de 6 MB de memória ao ser aberto. Com um sistema enxuto e o Window Maker, você ainda poderá abrir uma ou duas páginas no Opera antes de passar a usar memória virtual.

O problema é que o Opera é um aplicativo comercial, que pode ser comprado por 39 dólares, ou usado gratuitamente, desde que o usuário não se incomode com o Banner de propaganda. O link para baixa-lo é: http://www.opera.com/linux/

Para o Red Hat, Mandrake Conectiva, TechLinux ou SuSe, escolha a versão RPM que pode ser instalada facilmente, apenas clicando sobre o arquivo no gerenciador de arquivos, ou digitando (na pasta onde o arquivo foi salvo) rpm -ivh nome_do_arquivo no terminal. Depois de instalado, basta digitar "opera" no terminal, ou criar um atalho na interface gráfica para abrir o programa. Por default, o Opera será instalado na pasta /usr/lib/opera.


Como complemento, você pode usar o Links, o Browser em modo texto que recomendei que marcasse durante a instalação. A vantagem óbvia é o desempenho. Como não são carregadas as imagens, o carregamento das páginas é mais rápido e a montagem quase instantânea, mesmo num simples 486. Para completar, o Links é extremamente leve, consumindo menos de 1 MB de memória RAM ao ser aberto. Como você pode ver no screenshot, ele é capaz de manter boa parte da formatação das páginas, incluindo as tabelas e é capaz de diferenciar diferentes fontes e estilos de letras através do uso de cores:


O uso do Links é relativamente simples. Ao abrir o programa, pressione g para abrir uma página ou Esc para abrir o Menu de opções. Para rolar a página use o Page Up / Page Down e para navegar entre os links use o Tab ou as setas e pressione Enter para abrir, ou simplesmente clique com o mouse (sim, é possível usar o Mouse, como nos aplicativos gráficos). Aliás, o melhor modo de usar o Link é justamente dentro do modo gráfico, numa janela do Xterm maximizada, como no screenshot. Para abri-lo, basta digitar "links" no Xterm.

Uma coisa importante a fazer da primeira vez que abrir o programa é alterar o conjunto de caracteres. Por default, o Links usa o conjunto ASCII de 7 bits, que não inclui caracteres acentuados. Para alterar, pressione Esc para abrir o menu de opções, acesse a seção Setup e em seguida Character Set, escolha ISO 8858-1. Você também pode alterar o idioma para "Brazilian Portuguese" na seção Language:


Como gerenciador de arquivos, novamente eu recomendo um aplicativo de modo texto, o mc, que assim como o Links quase não consome memória RAM, suporta o uso do mouse e pode ser aberto dentro da interface gráfica, apartir do Xterm. Basta digitar mc para abri-lo.


Estes são apenas três exemplos. Existem vários aplicativos que podem ser utilizados, mesmo num simples 486. Sempre que possível, dê preferência para os aplicativos de modo texto, que consomem menos recursos.

Um dos melhores sites de download de programas Linux é o http://freshmeat.net/


:. Como rodar aplicativos remotamente


Este é mais um recurso que pode ser usado para melhorar o desempenho de PCs antigos rodando Linux: inicializar aplicativos através da rede, utilizando outro PC mais poderoso.

Digamos que você tenha uma rede com dois PCs rodando Linux, com os endereços 192.168.0.51 e 192.168.0.74. Imagine que o 192.168.0.51 seja um Pentium III com vários aplicativos instalados e o 192.168.0.74 seja um mero 486.

Ao invés de instalar e rodar os aplicativos diretamente no 486, que se arrastaria para rodar qualquer aplicativo gráfico, você poderia rodar os aplicativos no Pentium III e direcionar a saída para a interface gráfica do 486. O seja, o Pentium III ficaria com todo o processamento, enquanto o 486 precisaria apenas mostrar as imagens na tela.

Para isto, você precisará ter ambos ligados em rede e usar no 486 um login que também exista na outra máquina. Não vale usar o root, que por questões de segurança não é aceito neste caso.

Antes de mais nada, você precisa configurar o 486 para aceitar as conexões, o que é feito através do comando "xhost endereço_IP". No nosso caso seria:

xhost 192.168.0.51

Se não estiver preocupado com a segurança, você pode usar o comando "xhost +" para aceitar conexões de qualquer PC.

Depois, acesse o Pentium III via Telnet, com o comando "telnet 192.168.0.51" (você também pode usar SSH, VNC, ou qualquer outro aplicativo que permita dar os comandos remotamente).

Depois de fazer o login, use o comando:

aplicativo -display 192.168.0.74:0.0 &

Como por exemplo:
konqueror -display 192.168.0.74:0.0 &

Nem todos os aplicativos rodam desta forma, mas a maior parte roda com um bom desempenho, considerando que o servidor seja um micro razoavelmente rápido. Tenho um 486 onde costumo abrir os aplicativos do pacote KDE, Netscape entre outros. Entre os que não funcionaram por aqui estão o Galeon e o Mozilla.

Apesar dos aplicativos rodarem remotamente, o tráfego de dados através da rede é relativamente pequeno. Uma rede de 10 megabits será suficiente para ter uma boa velocidade de atualização da tela. O 486 ainda terá algum trabalho para montar as telas, por isso se você tiver um PC muito lento, um 486 DX-33 ou mesmo um 386, o desempenho deixará a desejar em tarefas como rolar a tela ou redimensionar janelas, mas de qualquer forma sempre será muito mais rápido do que rodar os aplicativos localmente. Com um 486 DX4-100 os programas já rodam confortavelmente.

Além de ajudar a ressuscitar os velhos 486, este recurso também pode ser utilizado sempre que você precisar de um aplicativo que não está instalado na sua máquina de trabalho, mas existe em alguma outra máquina da rede.

Para não precisar escrever toda vez o "aplicativo -display 192.168.0.74:0.0" você pode criar aliases, editando o arquivo .bashrc encontrado dentro do diretório do usuário usado (ex: /home/morimoto/.bashrc).

Adicione linhas como:
alias konqueror486="konqueror -display 192.168.0.72:0.0 &"

Veja as propriedades dos atalhos do KDE para ver os comandos para inicializar cada aplicativo via linha de comando.


:. Conclusão


Depois de alguns dias tentando convencer o Red Hat a rodar mais rápido e a ocupar menos espaço no HD, resolvi voltar para o bom e velho Conectiva 4 que sempre se deu bem com esse 486.

Além disso, o Window Maker do Red Hat vem completamente desconfigurado, já que a interface padrão é o Gnome. No Conectiva 4 este problema não existe, além do sistema ser muito mais leve, e precisar de muito menos HD. Com 250 MB já é possível fazer uma boa instalação.

Para manter o bom desempenho ao rodar os aplicativos, optei por fazer uma mistura entre aplicativos locais e aplicativos remotos, rodando a partir de um Celeron que uso como servidor de tudo. Um Konqueror a mais ou a menos não faz diferença para o Celeron e posso rodar todos os aplicativos do Koffice e outros programas pesados com um desempenho muito bom, coisa que o 486 não teria condições de fazer sozinho.

Se você tem uma máquina Linux na rede que possa servir como "padrinho" para o 486, esta é sem dúvida a melhor opção.


:. Mais pacotes

Contribuição enviada por Samuel Pereira Dias

Pacotes que também poderiam ser instalados em uma configuração "enxuta":

pine - excelente leitor de e-mail em modo texto
. Acompanhado pelo pico, um editor de textos mais fácil de usar que o vi. Assim, pode-se excluir os pacotes do vi (vim-minimal, vim-common) e recuperar um pouco de espaço em disco.
joe - outro editor de textos para console, muito parecido com o velho WordStar

Para mudar de um gerenciador de janelas para outro (sem editar o arquivo à mão): switchdesk windowmaker (requer o pacote switchdesk)

Gerenciador de Janelas: XFCE (www.xfce.org) - Um gerenciador de janelas "sem colesterol", como os desenvolvedores o chamam. Vem com um gerenciador de arquivos bem leve, o XFTree, além de outras ferramentas. Depois de instalar, digite xfce_setup, porque o switchdesk ainda não tem opção para ele.

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