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Artigos :. Apresentação do Hammer

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Data: 06.03.2002
Tipo: Informações
Fabricante: Não se Aplica
Por: Carlos E. Morimoto

 

 A primeira apresentação do Hammer

Há poucos dias a AMD demonstrou pela primeira vez PCs utilizando seus novos processadores da linha Hammer. Na apresentação foram mostrados dois PCs, um rodando o SuSe Linux de 64 bits e o outro rodando o Windows XP de 32 bits, o que demonstrou a principal promessa do processador, a de rodar tanto aplicativos de 64 bits, quanto aplicativos de 32 bits, mantendo em ambos os casos um desempenho superior ao dos processadores de 32 bits atuais.

Para isso o Hammer utiliza uma arquitetura VLIW, que permite quebrar as instruções em blocos e processá-los de forma paralela. Isto adiciona a flexibilidade necessária para processar duas instruções de 32 bits como se fossem uma única instrução de 64 bits, sem (teoricamente) perda de performance. O Hammer possui dois modos de operação, o Legacy Mode e o Long Mode, onde são processadas respectivamente instruções de 32 e 64 bits. O processador pode chavear entre os dois modos muito rapidamente, o que permite rodar aplicativos das duas safras lado a lado, assim como os processadores atuais, que são capazes de rodar tanto código de 32 bits, quanto código de 16 bits.

A verdade é que no Hammer as instruções de 64 bits são implantadas como extensões. Todo o legado que vem desde o 8086 continua presente, o que aumenta bastante o número de transístores do chip em relação ao que seria necessário sem este fardo. O conjunto de instruções usado pela AMD chama-se x86-64 e é um padrão aberto para o uso de outros fabricantes, inclusive da Intel, que está apostando no seu IA-64, o conjunto de instruções de 64 bits utilizado no Itanium, infelizmente incompatível com o da AMD.

Esta primeira amostra do Hammer não acrescentou muitos detalhes, pois os processadores ainda fazem parte da série A0, ou seja, a primeira fornalha de processadores, produzidos com o objetivo de corrigir erros de projeto. Nem mesmo a frequência de operação dos processadores foi divulgada, a AMD se limitou a um vago a uma frequência maior que os outros processadores de 64 disponíveis no mercado, numa referência ao Itanium da Intel, que na versão mais rápida disponível hoje opera a 1.0 GHz. A primeira versão comercial do Hammer receberá o índice de desempenho 3400+, e operará a 2.0 GHz.

O sistema rodando o SuSe Linux tinha abertos lado a lado aplicativos de 32 bits e 64 bits, enquanto o com o XP rodava o Word e Excel:


Foto publicada pelo http://www.watch.impress.co.jp


Existirão duas versões do Hammer, o ClawHammer que será destinado a Workstations e PCs domésticos, e permitirá o uso de até dois processadores em SMP e o SledgeHammer, a versão mais cara, destinada a servidores, que permitirá o uso de até 8 processadores. A primeira coisa que chama a atenção em ambos os processadores é o número de pinos. O ClawHammer possui 754 pinos, enquanto o SledgeHammer exibe nada menos que 940 pinos, mais do dobro de um Athlon XP, que possui 462 pinos:


Foto publicada pelo http://www.tomshardware.com


Essa fartura de contatos deve-se ao controlador de memória incluído em ambas as versões do Hammer, que substitui o controlador incluído tradicionalmente no chipset. A vantagem neste caso é um ganho considerável na velocidade de acesso à memória, pois, incluído dentro do processador o controlador de memória pode operar na mesma frequência que ele e não a 100 ou 133 MHz junto com a placa mãe. Apesar dos pentes de memória continuarem operando na mesma frequência, a latência acaba sendo muito menor.

Ambos os chips utilizarão memória DDR PC-2700 (166 MHz) mas o ClawHammer utilizará um único pente, enquanto o SledgeHammer utilizará módulos aos pares, com um fabuloso barramento de 128 bits com a memória, similar ao usado no nForce.

É justamente por causa do barramento mais largo com a memória que o SledgeHammer possui mais pinos. Naturalmente o controlador de memória incluído no processador pode ser desabilitado e substituído por um controlador externo, caso surja alguma tecnologia de memória que se mostre superior às DDR, mas neste caso não existiria mais a vantagem de ter o controlador de memória operando na mesma frequência que o processador.

Um segundo componente incluído no processador é um controlador Hyper Transport, responsável pela comunicação com o chipset da placa mãe. Este é um diagrama publicado numa apresentação da AMD, que você pode ver aqui: http://www.amdzone.com/articleimages/conventions/idf/IDF%20Press%20Presentation%20VFINAL_files/frame.htm


O barramento Hyper Transport principal, entre o processador e a ponte norte do chipset tem 16 bits de largura e opera a 1.6 GHz, resultando num barramento de dados de 6.4 GB/s (sentido único. No sentido inverso, ou seja, do chipset para o processador temos um barramento um pouco mais estreito, com 8 bits e 3.2 GB/s ou 16.6 GB/s, dependendo do chipset usado (AMD 8131 ou AMD 8351). O barramento secundário entre a porte norte e a ponte sul do chipset possui 8 bits de largura, a 800 MHz resultando num barramento de dados de 800 MB/s em cada sentido, o suficiente para abrigar folga slots PCI de 32 bits, portas USB, ATA 100, ACR, etc.

Este outro slide mostra uma implementação do SledgeHammer em conjunto um chipset da série 8000 da AMD, num sistema quad-processor:


Veja que apesar da placa continuar tendo apenas um chipset, cada processador dispõe de um barramento de memória exclusivo, o que é um dos grande trunfos da AMD contra os Xeons e Itaniuns da Intel, onde todos os processadores compartilham o mesmo barramento com a memória RAM.


:. Continuar »


 

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