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E outras distribuições

 


:. Governo do Estado do Paraná adota Kurumin, notícia e rebate às críticas ;-)

 Por Carlos E. Morimoto
 http://www.guiadohardware.net
 25/03/2004


Ontem foi publicada uma notícia bastante significativa para o projeto do Kurumin. Ele foi escolhido como o sistema operacional a ser utilizado nos desktops governamentais no Estado do Paraná. Por aí dá para imaginar o número de novos usuários Linux que teremos ao longo dos próximos anos. Este foi um dos anúncios publicados:

Governo do Estado do Paraná adota Kurumin

Depois de profunda análise, a Companhia de Informática do Paraná ? Celepar escolheu o Kurumin como sistema operacional Linux para usuários finais da administração pública estadual. A opção por uma distribuição específica deve-se principalmente a três fatores:

1)Dimimuir a diversidade de sistemas da administração pública estadual,
2)Facilitar o suporte ao usuário, inclusive a assitência remota.
3)A facilidade de manuseio do sistema opercaional para usuários comuns.

A opção pelo kurumin não descredencia as outras distribuições do Linux, como a Conectiva, Red Hat, SuSE, Slaker ou Debian, e que tem seus méritos e qualidades específicas e adequadas para outras instituições.

Todo e qualquer desenvolvimento realizado pela Celepar sobre o Linux será compartilhado com a comunidade de software livre, como é de praxe.

A distribuição Kurumin do Governo do Estado do Paraná será personalizada e trará o editor de texto, imagens, apresentações e planilha de cálculo OpenOffice, e o navegador de internet e cliente de e-mail Mozilla.

No meio do ano passado a Celepar já havia distribuído um CD com o Kurumin e o OpenOffice, para divulgar o software livre dentro do Governo do Estado.

Definida a distribuição de Linux, todos os computadores adquiridos daqui para frente pelo Governo do Estado do Paraná chegarão ao usuário com o Kurumin e demais programas solicitados já instalados.

Julian Carlo Fagotti
Assessor de Comunicação da CELEPAR
Companhia de Informática do Paraná
Tecnologia para a Democracia

Movimento Software Livre Paraná
www.softwarelivreparana.org.br


Claro que como em toda decisão importante, houveram pessoas descontentes. O problema foi a forma como isso foi exposto. Ao invés de abordar problemas técnicos, de implantação ou outro motivo justo, uma mensagem do Frank Alcantara tentou espalhar FUD e desinformação, uma estratégia que já foi usada pela Microsoft para descreditar o uso do Linux, antes de perceberem que ao serem descobertas, as mentiras acabaram tendo o efeito contrário:

Não sei nem como dizer o quão triste isso me deixou. Uma pena que eu não tenha sabido dessa necessidade antes... O Kurumin é um bom produto, mas está longe de resolver esses problemas que você falou, temos coisa melhor no mercado, mesmo para empresas estatais, como é o caso da Celepar.

Por acaso vocês consideraram que, como o Kurumin tem apenas o KDE, todos os produtos de software desenvolvidos para o estado que não tenham código aberto, não devem ser poucos, ou que presiaram rodar também em sistemas proprietários, também não devem ser poucos. Terão que ser desenvolvidos utilizando a licença comercial do qt, ou seja mais ou menos US$ 1500,00 por desenvolvedor.

Poderia discutir esse assunto por mais umas vinte páginas, mas vou deixar assim, se ainda for possível postergar essa decisão um pouco mais, gostaria de apresentar algumas opiniões sobre isso.

Incrível, o governo dá uma notícia boa como essa e ainda tem chato reclamando. Sinto muito, mas essa doeu...Kurumim...mesmo o fedora seria melhor que isso.

Frank Alcantara


Vamos então a alguns esclarecimentos sobre isso:

Em primeiro lugar, o uso da palavra "produto". Não considero que o Kurumin seja um "produto", ele é apenas um projeto voluntário, que desenvolvo no tempo livre com a ajuda de várias pessoas. Sempre deixei claro que o Kurumin não é nem se tornará uma distribuição comercial, alguém pode muito bem começar a vender caixinhas e suporte se quiser, desenvolvendo algum produto comercializável. Isto é permitido pela GPL e até mesmo estimulado, já que muitas empresas se sentem mais à vontade tendo suporte e garantias.

Mas, independentemente disso, o desenvolvimento continuará sendo feito de forma voluntária, como sempre foi. A partir do momento em que uma distribuição se torna comercial, o objetivo deixa de ser produzir o melhor sistema, para simplesmente desenvolver o que vai dar mais dinheiro. Podemos ver isso em várias distribuições comerciais, não é preciso citar nomes.

Em segundo lugar, vamos falar sobre o KDE.

"Como o Kurumin tem apenas o KDE, todos os produtos de software desenvolvidos para o estado que não tenham código aberto, não devem ser poucos, ou que presiaram rodar também em sistemas proprietários, também não devem ser poucos. Terão que ser desenvolvidos utilizando a licença comercial do qt, ou seja mais ou menos US$ 1500,00 por desenvolvedor.".

Existem duas justificativas possíveis para a colocação do Frank:

1- Ele ouviu isto de alguém e nunca procurou se informar melhor sobre o assunto.
2- Ele tem algum motivo pessoal para divulgar uma informação falsa como esta.

Os desktops disponíveis, como o KDE e o Gnome são intercompatíveis, isto significa que não existe nenhum obstáculo em rodar um programa que utilize a biblioteca GTK sobre o KDE, ou um programa que utilize a biblioteca Qt sobre o Gnome. O Kurumin utiliza vários programas GTK por padrão, como o XMMS, Gmplayer, GXine, Inkscape e Firefox. Também não existe problemas em rodar o Konqueror ou o Kopete sobre o Gnome por exemplo. Cada um pode escolher os programas que melhor se adaptem às suas necessidades.

Isso leva a uma outra colocação infeliz do mesmo Frank Alcantara:

É verdade, é Debian, e também é verdade que podemos utilizar o Gnome nas escolas. Contudo também é verdade que o Kurumim excluí o Gnome de todos os outros desktops do estado do Paraná. Não é simples instalar o gnome no Kurumim, na verdade é quase impossível, eu consegui depois de mais de 30 hs de trabalho, corrigindo scripts e instalando pacotes. Provavelmente o Raphael que entende disso muito mais que eu faria em 10 horas. Ainda assim, esse tempo e dificuldade, na práticas excluem o Gnome de todos os desktops do estado do Paraná.

Isto me leva a acreditar no segundo motivo, pois não acredito na tese de que ele seja um leigo se debatendo para utilizar o apt-get.

Não existem muitos problemas em instalar o Gnome sobre o Kurumin. Ele não é incluído por padrão por questões de espaço, já que um dos objetivos do Kurumin é ser pequeno. Os pacotes do Gnome estão disponíveis nos repositórios do Debian. E podem ser instalados com os comandos abaixo:

sudo apt-get -f install
sudo apt-get update
sudo apt-get install gnome-desktop-environment
sudo apt-get install xscreensaver
sudo apt-get install gnome-themes*

Na verdade o "apt-get install gnome-desktop-environment" já cuida da instalação, os outros comandos servem apenas para checar a consistencia do sistema antes de começar a instalação e instalar também os protetores de tela e os temas.

De tempos em tempos podem surgir problemas com os pacotes do Debian Unstable, por isso é mais recomendável fazer a instalação utilizando os pacotes do Debian testing. Para usá-los por padrão basta editar o arquivo /etc/apt/apt.conf e tocar a linha

APT::Default-Release "unstable";
por:
APT::Default-Release "testing";

Testei isso antes de escrever e realmente a instalação foi feita sem nenhum problema de dependencia ou pacotes quebrados, instalando o Gnome 2.4 que é a versão atualmente disponível no Debian Testing. No total foram baixados 75 MB de pacotes, é um pouco salgado para quem acessa via modem, mas depois da primeira instalação é possível gerar um ISO do Kokar para instalar nos outros micros sem precisar baixar tudo de novo.

Para usar o Gnome, clique no botão K > Sair Knoppix e na tela de login escolha a opção gnome-desktop. A partir daí o Gnome virará o desktop padrão do sistema, para voltar a usar o KDE dê um logout no Gnome e, de volta voltar à tela de login e escolha o KDE.

Alguém poderia desenvolver um remaster do Kurumin com o Gnome instalado por padrão, o que resolveria o problema pela raiz. Já existe um projeto neste sentido, o Kurumin+Gnome desenvolvido pela BBSI.

A questão da licença da biblioteca Qt usada no KDE já foi a muito tempo resolvida. Inicialmente a biblioteca Qt era gratuita porém não era software livre, o que levantava dúvidas sobre o futuro do KDE, já que a TrollTech poderia mudar os termos de licenciamento a qualquer momento. Mas, depois de analizar os prós e contras e ver no KDE uma chance de popularizar o uso do Qt, a troltech liberou o código fonte do Qt sob a GPL, como pode ser visto em: http://www.trolltech.com/products/qt/freelicense.html

Atualmente a biblioteca Qt é considerada Software Livre pela Free Software Fundation, pois o código fonte está disponível e ela pode ser usada livremente para o desenvolvimento de aplicativos open source. Existem várias ferramentas disponíveis, como o Qt Builder e o Kdeveloper.

Existe apenas uma ressalva com relação ao desenvolvimento de softwares proprietários: O Qt usa uma licença dupla, como no caso do MySQL, você precisa pagar apenas ao desenvolver aplicativos proprietários, de código fechado, o que a meu ver é até benéfico, pois incentiva o desenvolvimento de softwares open source.

A biblioteca GTK usada no Gnome não possui esta restrição. Você pode usa-la da forma que quiser, inclusive para desenvolver aplicativos de código fechado. Este é o principal motivo de empresas como a Novel e Ximian apoiarem o uso do GTK, são apenas interesses comerciais.

Como disse, mesmo nestes casos, nada impede de rodar os aplicativos propritários desenvolvidos usando GTK ou qualquer outra biblioteca sobre o KDE ou sobre o Kurumin, que no final das contas é uma personalização do Debian e mantém compatibilidade com os pacotes e recursos desenvolvidos para ele.

Outro ponto importante é que o Kurumin pode ser facilmente personalizado, existe um script que permite fazer isso muito facilmente, o "remasterizar-kurumin" que está disponível diretamente no CD. Ou seja, em pouco tempo pode ser gerada uma versão com um conjunto diferente de programas ou bibliotecas, permitindo gerar pacotes personalizados para diversos nichos e aplicações, mantendo as características originais do Kurumin, como rodar a partir do CD, etc.

Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento técnico disposta a passar alguns minutos lendo o manual pode fazer isso. Pode até se argumentar que esta não é uma tarefa para usuários leigos, mas não creio que seja o caso dos técnicos da Celepar.




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