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Data: Novembro de 2000  :. Em Reformulação!
Tipo: Processadores
Fabricante: Não se Aplica
Por: Carlos E. Morimoto
   

 

   A Evolução dos Processadores

Até o 486 tínhamos basicamente uma única linha de processadores para micros PC, o projeto da Intel, que era licenciado para outros fabricantes, como a AMD e Cyrix, que produziam clones pagando royalties em troca. Porém, apartir do Pentium, cada empresa passou a desenvolver sua própria arquitetura de processadores, projetados de maneira independente. Muitas companhias tentaram entrar neste mercado, como a IDT e a Nex-Gen. Nenhuma das duas chegou a ter muito sucesso. A IDT parece ter desistido depois de dois projetos fracassados, enquanto a Nex-Gen acabou sendo comprada pela AMD.

Atualmente temos basicamente a Intel e a AMD competindo no mercado de processadores para PCs. A Cyrix ainda continua no mercado, mas possui uma participação muito menor que as duas. Neste artigo vou comentar a evolução dos processadores de cada compania.


:. Intel

Depois do 486, o próximo processador Intel foi o Pentium, que foi produzido em versões de 60 a 200 MHz. Apesar do processador ser basicamente o mesmo em todas as versões, o processo de fabricação foi sendo melhorado, a fim de permitir processadores mais rápidos.

O próximo lançamento foi o Pentium MMX, que existiu em versões de 166, 200 e 233 MHz. O MMX era uma espécie de Pentium turbinado, que vinha com mais cache L1 (32 KB, contra apenas 16 KB do Pentium antigo) e trazia as novas instruções MMX, que apesar da comprovada baixa eficiência, foram muito comentadas na época. Foram feitas algumas mudanças no circuito de Branch Prediction mas o resto do projeto continuou inalterado.

Tanto o Pentium normal, quanto o MMX são processadores de quinta geração. O primeiro processador de sexta geração da Intel foi o Pentium Pro, que trazia um coprocessador aritmético muito mais poderoso e cache L2 integrado. O Pentium Pro existiu em versões de 166 e 200 MHz.

O próximo foi o Pentium II, que era baseado no mesmo projeto do Pentium Pro, mas trazia cache L2 (512 KB) operando à metade da freqüência do processador (no P-Pro o cache L2 operava à mesma freqüência), visando torna-lo mais barato. O Pentium II existiu em versões de 233 a 450 MHz.

O próximo lançamento foi o Celeron, uma versão de baixo custo do Pentium II, que trazia apenas 128 KB de cache L2, mas que em compensação trabalha na mesma freqüência do processador. Também existiram as versões de 266 e 300 MHz do Celeron, que vinham sem nenhum cache L2, mas estas não fizeram muito sucesso devido ao baixo desempenho.

O Próximo foi o Pentium III, que trouxe como principal evolução o uso das novas instruções SSE, que melhoram o desempenho do processador em jogos e vários outros aplicativos. O Pentium III original, foi produzido em versões de 450, 500, 550 e 600 MHz.

Logo depois, a Intel lançou o Pentium III Coppermine, que é a versão usada atualmente. O Pentium III Coppermine difere do antigo por trazer cache L2 operando na mesma freqüência do processador, enquanto o Pentium III antigo trazia cache operando à metade da freqüência, como no Pentium II. Naturalmente o Pentium III Coppermine é bem mais rápido que o antigo.

Tanto o Pentium III antigo, quanto o Pentium III Coppermine são considerados processadores de sexta geração.


:. AMD

A primeira tentativa da AMD em concorrer com o Pentium da Intel foi o AMD K5. Em termos de desempenho, o K5 era um bom projeto, superando o desempenho do Pentium e até mesmo o desempenho do K6, numa base clock por clock. Porém, o K5 tinha dois problemas graves: por ser muito complexo o chip era muito caro de se produzir e novamente devido à complexidade era mais difícil desenvolver versões mais rápidas. O K5 chegou apenas a 120 MHz, depois acabou sendo descontinuado.

Na mesma época a AMD comprou a Nex-Gen e começou a projetar o K6, baseado no 6x86, que havia sido lançado (sem muito sucesso) pela mesma. Depois de quase um ano, o K6 finalmente chegou ao mercado, trazendo um projeto bastante aperfeiçoado em relação ao K5 e ao 6x86.

O K6 foi o primeiro processador da AMD a conquistar uma fatia considerável do mercado. Cerca de um ano depois surgiu o K6-2, que era um K6 incrementado com as novas instruções 3D-Now!, que foi o primeiro conjunto de instruções destinadas a melhorar o desempenho do processador em gráficos 3D. As instruções 3D-Now! fizeram tanto sucesso que a Intel resolveu incluir um conjunto semelhante no Pentium III, o SSE.

O K6-2 era bem mais barato que um Pentium II, que era seu concorrente na época, mas tinha o problema de apresentar um desempenho bastante fraco em cálculos aritméticos, o que torna o processador perceptivelmente mais lento nos jogos. O K6-2 continua sendo produzido até hoje, em versões de até 550 MHz, apesar de já estar anunciada a descontinuidade da série apartir do inicio de 2001.

Pouco depois, a AMD lançou o K6-3, que nada mais era do que um K6-2 com 256 KB de cache L2 embutidos no processador. Apesar do cache L2 extremamente rápido, o K6-3 era pouca coisa mais rápido que um K6-2, mas em compensação era muito mais caro. Saiu de linha pouco depois do lançamento do Athlon.

O Athlon é o processador mais rápido da AMD atualmente. Ao contrário do K6-2, o Athlon tem um coprocessador aritmético mais poderoso que o encontrado nos processadores Intel (são 3 instruções por ciclo, contra apenas duas do Pentium II). Devido às inovações feitas principalmente no coprocessador aritmético, o Athlon é considerado um processador de sétima geração.

O último lançamento foi o Duron, que é uma versão de baixo custo do Athlon, trazendo apenas 64 KB de cache L2. O Duron é (pelo menos nos EUA) o processador mais barato atualmente, mais barato inclusive que o antigo K6-2.


:. Cyrix

A Cyrix nunca chegou a fazer tanto sucesso quanto a AMD, muito menos ainda que a Intel, mas também desenvolveu seus projetos de processadores, ajudando a tornar o mercado mais competitivo. A alguns meses atrás, a Cyrix foi comprada pela Via, que demonstrou suas intenções de tentar entrar no mercado de processadores.

A primeira tentativa foi o Cyrix 5x86, que era um Processador de 5º geração, mas que podia ser instalado em placas de 486. Na época era uma boa opção de upgrade para quem tinha um 486 mas não queria trocar a placa mãe.

Depois de algum tempo foi lançado o 6x86, que foi seguido pelo 6x86 MX (com instruções MMX) e pelo 6x86 MII. Apesar dos nomes, as três famílias usam o mesmo projeto, as únicas evoluções foram as freqüências de operação mais altas e a inclusão das instruções MMX apartir do 6x86 MX.

Na época, o 6x86 era mais barato que um K6, mas era ainda mais lento que ele em jogos e programas gráficos. Um 6x86 MX Pr 300 (que opera a 266 MHz) é mais lento do que um Pentium 166 no MDK por exemplo. Toda a séria 6x86 saiu de linha já a algum tempo.

O processador atual da Cyrix é o Cyrix 3, que vem com 128 KB de cache L1, mas vem sem nenhum cache 2. O desempenho fica bem abaixo do desempenho de um Celeron, ou até mesmo do de um K6-2, mas o preço é mais baixo e o Cyrix 3 traz a vantagem de consumir pouca energia. Por isso, ele tem boas chances de fazer sucesso no ramo de notebooks de baixo custo.

 

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