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Data: 07.12.2000
Tipo: Curso
Fabricante: Não se Aplica
Por: Carlos E. Morimoto

 

   Parte 4: CDs Regraváveis, Cds de 80 Minutos e Oversize

:. CDs Regraváveis

O gravadores de CD são muito práticos para fazer backups de grandes quantidades de dados, transportar arquivos ou programas, e duplicar CDs de áudio ou dados, tarefas para as quais eles apresentam um excelente custo-beneficio, considerando-se o baixo custo das mídias virgens.

Os CDs graváveis porém, trazem a desvantagem de não permitirem regravação. Se você gravar um CD hoje, e amanhã precisar alterar um único arquivo das centenas que foram gravados, terá que gravar outro disco, não sendo possível alterar somente o arquivo que foi alterado, como fazemos em disquetes ou com o disco rígido. Para solucionar este inconveniente, surgiram os CDs regraváveis, que podem ter seu conteúdo alterado livremente, praticamente com a mesma facilidade que temos com mídias magnéticas como Zips e disquetes.

A mágica é permitida pela substância usada na composição da camada de gravação dos CDs regraváveis. Enquanto em um CD gravável a camada de gravação é queimada pelo laser, tornando-se inalterável após a gravação, a mídia regravável pode ser alterada entre o estado cristalino e o opaco através de laseres de intensidades diferentes. Esta técnica é bem interessante, pois com o laser, o material é fundido, mas de acordo com a temperatura de fusão, ele assume características diferentes ao esfriar. Um temperatura mais alta torna o material opaco, enquanto um laser um pouco mais fraco o faz voltar ao estado original. Segundo os fabricantes, este tipo de mídia pode ser reescrita mais de 1.000 vezes antes de começar a apresentar qualquer problema, mas novamente isto depende da qualidade: algumas mídias começam a apresentar erros depois de poucas regravações.

A princípio, qualquer software de gravação de CDs atual será capaz de trabalhar normalmente com CDs regraváveis. Alguns são tão amigáveis, que permitem gravar arquivos no CR-RW simplesmente arrastando-os dentro do Windows Explorer para o ícone do drive, exatamente como faríamos para gravar arquivos em um disquete.

O maior problema com os CDs regraváveis, porém, é a compatibilidade. Um CD-R reflete mais de 70% da luz que é refletida por um CD prensado, e por isso pode ser lido por praticamente qualquer drive sem muita dificuldade. No caso de um CD-RW, a refração é bem menor, cerca de apenas 20%.Para ler estas mídias o leitor precisa ser equipado com um circuito especial, chamado AGC "automatic gain control", ou controle automático de ganho. Este circuito, que é embutido na cabeça de leitura é capaz de detectar a baixa taxa de reflexão da mídia, e aumentar a intensidade do laser de leitura. Temos então um laser bem mais forte do que o usual, para compensar a baixa reflexão da mídia, fazendo com que o laser refletido tenha uma intensidade parecida com o normal.

Apenas os leitores de CD mais atuais, e mesmo assim nem todos, possuem o AGC, pois este circuito é relativamente caro, fazendo com que muitos fabricantes optem por retira-lo do projeto a fim de produzir leitores um pouco mais baratos. Você pode usar um CD-RW para fazer seus backups, por exemplo, lendo-os posteriormente no próprio gravador, mas talvez tenha que gravar um CD-R para poder transmiti-los a um amigo com um drive de CD-ROM comum.

Além disso, os CDs regraváveis ainda trazem mais alguns inconvenientes. Como a taxa de refração luminosa é bem mais baixa, a leitura do CD é mais difícil, tornando as mídias regraváveis muito mais sensíveis a arranhões, poeira, sujeira, etc. Trabalhando com mídias regraváveis você deverá ser especialmente cuidadoso quanto ao armazenamento.

Outro problema reside na durabilidade, que é muito menor do que a dos CDs convencionais e à sensibilidade dos CDs a leituras sucessivas. Acontece que o material que compõe os CDs regraváveis é sensível à mudanças de temperatura. por outro lado, devido à baixa refração luminosa, o leitor é forçado a utilizar um laser muito mais forte que o normal para lê-los. O resultado é que após ser lido varias vezes, uma mídia regravável começa a apresentar corrompimento nos dados, principalmente mídias de baixa qualidade. Definitivamente as mídias regraváveis não são as mais aconselháveis para guardar dados importantes durante longos períodos.

Muitos usuários preferem usar mídias convencionais para fazer backups ao invés das regraváveis pelo fato de que uma vez gravados os dados você os terá para sempre (pelo menos em teoria, já que dificilmente alguém vive tanto quanto dura um bom CD :-). Se daqui a 10 anos bater uma seção nostalgia e você resolver reler alguns e-mails gravados em um CD bastará coloca-lo na bandeja do leitor, enquanto que se usasse CDs regraváveis provavelmente já os teria apagado e gravado outra coisa por cima a muito tempo.

Antigamente, a taxa de gravação em CDs regraváveis era de no máximo 2x, porém os gravadores mais atuais conseguem velocidades muito maiores, 4x, 6x, 8x, ou até mesmo 12x em alguns modelos. Lembre-se que alé, do gravador, a mídia a ser gravada também precisa suportar estas velocidades mais altas de gravação.

As mídias regraváveis ainda custam bem caro comparado com mídias graváveis comuns, boas mídias custam em torno de 15 a 25 reais por unidade, mas este preço tende a baixar com o amadurecimento e popularização desta tecnologia.

 

:. CDs de 80 minutos

O Red Book, especificação original dos CDs, estipula uma distância fixa entre a primeira e a última trilha do CD, porém, permite uma certa flexibilidade na distância entre as trilhas, prevendo tanto mídias de 74 minutos (o mais comum) quanto mídias capazes de armazenar 80 minutos de música.

Os CDs de 80 minutos possuem mais trilhas do que os CDs normais, de 74 minutos, e permitem também que sejam gravados mais dados: 700 MB contra os 650 MB de um CD normal. Como disse, a distância entre a primeira e a última trilha do CD é a mesma, o que muda é apenas a distância entre as trilhas do CD, que passa a ser um pouco menor. Veja que este recurso já é previsto no Red Book original, não é nenhum padrão novo.

Como os CDs de 80 minutos podem ser lidos por praticamente todos os drives de CD, eles vem sendo cada vez mais usados como mídia de jogos e programas, dificultando a pirataria, já que os 700 MB de dados de um CD de 80 minutos não cabem num CD-R normal, dificultando sua duplicação.

Já existem também CD-R de 80 minutos de várias marcas. Estes são suportados por quase todos os gravadores de CD, mas é preciso que o programa de gravação suporte o uso deste tipo de mídia. Alguns programas compatíveis com os CDs de 80 minutos são o Easy CD Creator Deluxe 3.5, CD Wizard Pro 4.65, CDRWIN 3.6, DiscJuggler 1.05.238, Nero Burning Rom 4.0.0.5, Prassi CD Rep Plus 2.0 e WinOnCD 3.5.

Alguns poucos leitores e também alguns gravadores de CD podem apresentar erros de leitura quando usados CDs de 80 minutos. Isto não tem a ver com o fato do aparelho ser recente ou antigo, e sim com características peculiares de cada um. Os gravadores HP 8100i e Sony CRX-100 por exemplo, só são capazes de gravar os primeiros 78 minutos.

Claro que estes dois não são os únicos, mas na maioria dos casos é possível tornar o gravador compatível com uma atualização do firmware do gravador. O firmware é uma espécie de "BIOS" do gravador, uma pequena quantidade de memória flash que armazena várias rotinas de software responsáveis pelo funcionamento do gravador. Você encontrará tanto os arquivos binários quanto o programa de gravação na página do fabricante do seu aparelho. A atualização do firmware envolve alguns riscos, por isso não deixe de ler atentamente as instruções e advertências fornecidas pelo fabricante.

 

:. Oversize

O Red Book especifica que além dos 74 ou 80 minutos normais, um CD deve ter uma área de terminação de pelo mais 90 segundos. Esta área de terminação, chamada "Lead Out" abrange as trilhas mais externas do CD, e pelos padrões fica sempre em branco, servido com uma espécie de "capa" para o resto do CD. Apesar do padrão exigir 90 segundos de lead out, geralmente os fabricantes reservam uma área maior, 120, 150 ou até mesmo 180 segundos.

Apesar de pelos padrões o lead out ter que sempre ficar em branco, suas trilhas são perfeitamente utilizáveis para a gravação de dados. Muitos dos gravadores mais modernos são capazes de gravar dados na área de terminação, chegando a 78 minutos de música ou 690 MB de dados nos CDs normais, ou até 83 minutos num CD de 80 minutos. Este recurso é chamado de oversize, ou "acima da capacidade" numa tradução livre.

Nem todos os gravadores de CD suportam o oversize, já que para gravar CDs neste modo, é preciso deslocar o cabeçote de gravação até o final do CD, tarefa para a qual muitos não estão preparados, seja por limitações físicas ou de firmware.

Para gravar CDs com oversize, também é necessário suporte por parte do software de gravação. Apenas programas mais recentes, como o Nero, CDRWIN, Feurio!, Disc Juggler, CD Rep Plus, CD Wizard Pro entre outros possuem este recurso. No Nero por exemplo, a função de oversize é ativada em File/Preferences/Expert Features/Enable Oversize. O maior problema é que estes programas são comerciais, ao contrário de programas mais simples que costumam vir de graça com os gravadores.

Todo CD gravável virgem já vem com algumas informações pré gravadas. Estas informações são chamadas de ATIP, e incluem informações essenciais para que o gravador possa fazer a gravação: a capacidade normal do disco, o fabricante do disco, a formulação física do disco, a velocidade máxima de gravação suportada e o último endereço onde podem ser gravados dados ou seja, a capacidade máxima do disco incluindo o oversize.

Só um gravador de CD-R pode ler o ATIP, um drive de CD-ROM ou CD-Player normalmente não pode, pois não precisa desta informação para ler o CD.

Veja que na ATIP estão indicadas tanto a última trilha do CD onde podem ser gravados dados (a última trilha antes do início do Lead Out), trilha que indica a capacidade normal do CD (por volta de 74 minutos) quanto a trilha onde o lead out termina. Um gravador que não suporte oversize gravaria apenas até o início do lead out, na trilha indicada no ATIP, enquanto um gravador compatível com o recurso de oversize pode ignorar esta indicação e gravar até o final do lead out, usando a capacidade máxima do CD.

Os fabricantes advertem que em alguns casos tentar gravar usando oversize em um gravador não compatível pode até mesmo danificar o drive. Apesar de até agora não ter notícias de nenhum caso de danos, isto indica que assim como outros hacks, como overclock, este não é um recurso aprovado pelos fabricantes.

Mais um problema com o oversize é que muitos leitores de CD-ROM, mesmo alguns dos de 40x mais recentes não são capazes de ler CDs com este recurso, e além disso, a qualidade da mídia na últimas trilhas do CD, aproveitadas para gravar mais dados, costuma ser inferior (já que esta área normalmente não seria usada), ocasionando erros de leitura e diminuindo a confiabilidade do CD.

 

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