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Data: 22.03.2001  :. Em Reformulação!
Tipo: Curso
Assunto: Linux: Guia Foca GNU/Linux Nível Intermediário
Por: Gleydson Mazioli da Silva

 

   Capítulo 2: Explicações Básicas

Este capítulo traz explicações sobre os principais componentes existentes no computador e do sistema operacional.

2.1 Interpretador de comandos

Também conhecido como "shell". É o programa responsável em interpretar as instruções enviadas pelo usuário e seus programas ao sistema operacional (o kernel). Ele que executa comandos lidos do dispositivo de entrada padrão (teclado) ou de um arquivo executável. É a principal ligação entre o usuário, os programas e o kernel. O GNU/Linux possui diversos tipos de interpretadores de comandos, entre eles posso destacar o bash, ash, csh, tcsh, sh, etc. Entre eles o mais usado é o bash. O interpretador de comandos do DOS, por exemplo, é o command.com.

Os comandos podem ser enviados de duas maneiras para o interpretador: interativa e não-interativa:

Interativa
Os comandos são digitados no aviso de comando e passados ao interpretador de comandos um a um. Neste modo, o computador depende do usuário para executar uma tarefa, ou próximo comando.

Não-interativa
São usados arquivos de comandos criados pelo usuário (scripts) para o computador executar os comandos na ordem encontrada no arquivo. Neste modo, o computador executa os comandos do arquivo um por um e dependendo do término do comando, o script pode checar qual será o próximo comando que será executado e dar continuidade ao processamento.

Este sistema é útil quando temos que digitar por várias vezes seguidas um mesmo comando ou para compilar algum programa complexo.

O shell Bash possui ainda outra característica interessante: A completação dos nomes de comandos. Isto é feito pressionando-se a tecla TAB, o comando é completado e acrescentado um espaço. Isto funciona sem problemas para comandos internos, caso o comando não seja encontrado, o Bash emite um beep.

Exemplo: ech (pressione TAB).

2.2 Terminal Virtual (console)

Terminal (ou console) é o teclado e tela conectados em seu computador. O GNU/Linux faz uso de sua característica multi-usuária usando os "terminais virtuais". Um terminal virtual é uma segunda seção de trabalho completamente independente de outras, que pode ser acessada no computador local ou remotamente via telnet, rsh, rlogin, etc.

No GNU/Linux, em modo texto, você pode acessar outros terminais virtuais segurando a tecla ALT e pressionando F1 a F6. Cada tecla de função corresponde a um número de terminal do 1 ao 6 (o sétimo é usado por padrão pelo ambiente gráfico X). O GNU/Linux possui mais de 63 terminais virtuais, mas apenas 6 estão disponíveis inicialmente por motivos de economia de memória RAM (cada terminal virtual ocupa aproximadamente 350 Kb de memória RAM, desative a quantidade que não estiver usando para liberar memória RAM para uso de outros programas!) .

Se estiver usando o modo gráfico, você deve segurar CTRL+ ALT enquanto pressiona uma tela de a .

Um exemplo prático: Se você estiver usando o sistema no Terminal 1 com o nome "joao" e desejar entrar como "root" para instalar algum programa, segure ALT enquanto pressiona para abrir o segundo terminal virtual e faça o login como "root". Será aberta uma nova seção para o usuário "root" e você poderá retornar a hora que quiser para o primeiro terminal pressionando ALT+.

2.3 Curingas

Curingas (ou referência global) é um recurso usado para especificar um ou mais arquivos ou diretórios do sistema de uma só vez. Este é um recurso permite que você faça a filtragem do que será listado, copiado, apagado, etc. São usados 3 tipos de curingas no GNU/Linux:

  • * - Faz referência a um nome completo/restante de um arquivo/diretório.
  • ? - Faz referência a uma letra naquela posição
  • [padrão] - Faz referência a um padrão contido em um arquivo. Padrão pode ser:
    • [a-z][1-0] - Faz referência a caracteres de a até z ou de 1 até 10.
    • [a,z][1,0] - Faz a referência aos caracteres a e z ou 1 e 10 naquela posição.
    • [a-z,1,0] - Faz referência aos caracteres de a até z e 1 e 10 naquela posição.

    A procura de caracteres é "Case Sensitive" assim se você deseja que sejam localizados todos os caracteres alfabéticos você deve usar [a-zA-Z].

    Caso a expressão seja seguida de um ^, faz referência a qualquer caracter exceto o da expressão. Por exemplo [^abc] faz referência a qualquer caracter exceto a, b e c.

Lembrando que os 3 tipos de curingas (*, ? e []) podem ser usados juntos. Para entender melhor vamos a prática:

Vamos dizer que tenha 5 arquivo no diretório /usr/teste: teste1.txt, teste2.txt, teste3.txt, teste4.new, teste5.new.

Caso deseje listar todos os arquivos do diretório /usr/teste você pode usar o curinga * para especificar todos os arquivos do diretório:

cd /usr/teste e ls * ou ls /usr/teste/*.

Não tem muito sentido usar o comando ls com * porque todos os arquivos serão listados se o ls for usado sem nenhum Curinga.

Agora para listar todos os arquivos teste1.txt, teste2.txt, teste3.txt com excessão de teste4.new, teste5.new, podemos usar inicialmente 3 métodos:

  1. Usando o comando ls *.txt que pega todos os arquivos que começam com qualquer nome e terminam com .txt.
  2. Usando o comando ls teste?.txt, que pega todos os arquivos que começam com o nome teste, tenham qualquer caracter no lugar do curinga ? e terminem com .txt. Com o exemplo acima teste*.txt também faria a mesma coisa, mas se também tivessemos um arquivo chamado teste10.txt este também seria listado.
  3. Usando o comando ls teste[1-3].txt, que pega todos os arquivos que começam com o nome teste, tenham qualquer caracter entre o número 1-3 no lugar da 6a letra e terminem com .txt. Neste caso se obtém uma filtragem mais exata, pois o curinga ? especifica qualquer caracter naquela posição e [] especifica números, letras ou intervalo que será usado.

Agora para listar somente teste4.new e teste5.new podemos usar os seguintes métodos:

  1. ls *.new que lista todos os arquivos que terminam com .new
  2. ls teste?.new que lista todos os arquivos que começam com teste, contenham qualquer caracter na posição do curinga ? e terminem com .new.
  3. ls teste[4,5].* que lista todos os arquivos que começam com teste contenham números de 4 e 5 naquela posição e terminem com qualquer extensão.

Existem muitas outras formas de se fazer a mesma coisa, isto depende do gosto de cada um. O que pretendi fazer aqui foi mostrar como especificar mais de um arquivo de uma só vez. O uso de curingas será útil ao copiar arquivos, apagar, mover, renomear, e nas mais diversas partes do sistema. Alias esta é uma característica do GNU/Linux: permitir que a mesma coisa possa ser feita com liberdade de várias maneiras diferentes.

2.4 Arquivos de Log

A maioria das atividades dos programas são registradas em arquivos localizados em /var/log. Estes arquivos de registros são chamados de logs e normalmente contém a data, hora e a mensagem emitida pelo programa(violações do sistema, mensagens de error, alerta e outros eventos).

Alguns programas possuem um diretório com seu nome dentro de /var/log para melhor organização, devido a quantidade de arquivos de log gerados. Por exemplo, o servidor WEB Apache mantém seu arquivos em /var/log/apache.

As mensagens do kernel são tratadas pelo daemon klogd e mensagens de outros programas do sistema por syslogd. As configurações do daemon syslogd são controladas pelo arquivo /etc/syslog.conf.


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Guia Foca GNU/Linux
Versão 4.70 - 6 novembro 2000
Gleydson Mazioli da Silva


 

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