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Data: 26.02.2001
Tipo: Curso
Assunto: Notebooks: Manutenção e Upgrades em micros portáteis
Por: Carlos E. Morimoto

 

   Parte 3: Processadores

Como vimos, o maior problema em se tratando de portáteis é justamente o consumo elétrico. Tanto que a Transmeta, fabricante dos processadores Crusoé, chips de baixíssimo consumo, destinado a notebooks, vem defendendo a criação de uma nova safra de benchmarks, que mediriam a eficiência do aparelho, entre desempenho, recursos e consumo elétrico, ao invés de apenas o desempenho. Se a idéia vai pegar ou não, ninguém sabe, mas já mostra a disposição dos fabricantes em desenvolver versões mais econômicas de seus processadores, destinadas especialmente ao mercado de portáteis.

Atualmente quem vem dominando este mercado é a própria Intel, que conta com versões mobile de seu Pentium III e Celeron. Correndo por fora vem a Cyrix, que a algum tempo atrás fez um razoável sucesso com seu Media GX e agora se prepara para lançar no mercado seu Cyrix III, também voltado principalmente a notebooks. A AMD oferece seu K6-2+, uma versão adaptada do K6-2 para desktops, enquanto enfrenta problemas para criar versões de baixo consumo dos seus Athlons e Durons, dois chips extremamente gulosos em termos de eletricidade. Finalmente, temos a novata Transmeta, que está lançando seus chips Crusoé no mercado.


:. Intel

As versões mobile do Pentium III e do Celeron, oferecem um desempenho semelhante às versões para micros de mesa, mas trazem a vantagem de consumir um pouco menos energia, vindo inclusive num encapsulamento bem menor. As freqüências em que estes processadores estão disponíveis também são diferentes.

O mobile Pentium III pode ser encontrado em versões de 400 a 850 MHz, todas utilizando o mesmo core Coopermine, usado nos Pentium III para micros desktop. Mesmo usando o core Coopermine, o Pentium III não é exatamente um processador econômico, um mobile Pentium III de 500 Mhz consome pelo menos 4 vezes mais energia que um 486. Para tentar diminuir a gulodice, a Intel criou o recurso de speedstep, que consistem em simplesmente reduzir a freqüência de operação e baixar sua voltagem do processador enquanto o notebook estiver sendo alimentado pelas baterias, voltando à operação normal quando este estiver ligado na tomada. Operando a uma freqüência mais baixa, o chip gasta muito menos eletricidade.
Este recurso é encontrado em todas as versões apartir de 500 MHz. Nos mobile Pentium III de 600, 700, 800 e 850 Mhz a freqüência de operação cai para 500 MHz e a voltagem é baixada de 1.6 para 1.35v, enquanto na versão de 500 MHz é diminuída apenas a voltagem.

Mas espere um momento, se o usuário opta por comprar um notebook, presume-se que na maior parte do tempo o note estará operando a baterias, se fosse para mante-lo ligado na tomada teria comprado um desktop que é muito mais barato... Por que então pagar caro num Pentium III de 800 MHz, se enquanto o note estiver operando a baterias ele vai trabalhar a meros 500 MHz? Não seria melhor economizar comprando um Pentium III de 500 MHz, que sempre estará operando à freqüência pela qual se pagou?

Em quase todos os notebooks, é possível desabilitar o speedstep através do Setup ou então através de algum utilitário fornecido pelo fabricante. O problema é que desabilitado o recurso de economia de energia as baterias se esgotarão muito rapidamente. Com o speedstep ativado todas as versões do mobile Pentium III consomem 12.6 Watts, desativando o recurso o consumo sobe para 16.8 Watts na versão de 500 MHz, 20 watts na versão de 600 Mhz, chegando a 31 Watts na versão de 850 Mhz.

Já o mobile Celeron, pode ser encontrado em versões de 266 a 650 MHz. As versões de 266, 300, 333, 366, 400, 433 e 466 utilizam o antigo core Mendocino, enquanto as versões de 450, 500, 550, 600, 650 e versões futuras utilizam o core Coopermine. A vantagem das versões com core Coopermine é o fato de suportarem as instruções SSE do Pentium III e operarem com bus de 100 MHz (diferentemente das versões para desktop). Em termos de consumo elétrico, o mobile Celeron é tão guloso quanto o mobile Pentium III: o de 500 MHz consome 16.8 Watts, o de 550 MHz consome 18.4W, enquanto o de 650 MHz atinge insaciáveis 21.5W. O mobile Celeron não vem com speedstep.

Em termos de custo beneficio o Celeron acaba sendo uma opção melhor do que o mobile Pentium III, pois os aparelhos baseados nele são muito mais baratos e seu desempenho é mais do que suficiente para um notebook. O grande problema de ambos os processadores é o consumo elétrico, que compromete a autonomia das baterias. Os processadores da Cyrix, AMD e da novata Transmeta ganham com folga neste quesito.


:. Cyrix

O Cyrix III, desenvolvido pela Cyrix e produzido pela Via, passou por uma grande reestruturação. A primeira versão deste chip, chamada de Joshua, vinha com 256 KB de cache L2, o que lhe dava um desempenho razoável, mas o tornava um chip relativamente caro. O Cyrix III produzido atualmente é chamado de Samuel, vem com 128 KB de cache L1, a mesma quantidade do Athlon, mas em compensação vem sem nenhum cache L2.
O desempenho é no mínimo ruim. Em alguns aplicativos, como o Word, Netscape e Power Point, o Cyrix III chega a apresentar um desempenho próximo de um Celeron do mesmo clock, mas em outros, como o Corel Draw, Photoshop, Adobe Premiere e Excel, o Cyrix III perde de lavada. Em alguns casos, um Cyrix III de 533 MHz apresenta um desempenho próximo do de um 233 MMX. Em jogos então, nem se fala.

Em termos de consumo elétrico, o Cyrix III até que está bem, a versão de 533 MHz consome apenas 8 Watts, mas a sua grande vantagem é o preço. de todos os chips que cito aqui ele é de longe o mais barato. Juntando o baixo consumo elétrico e o baixíssimo preço, este chip se torna uma solução muito atrativa para notebooks de baixo custo. A Cyrix vem prometendo uma nova versão de 0.15 mícron deste chip para o início de 2001. A nova série consumirá apenas 4 Watts, e estará disponível em freqüências acima de 1 GHz.

Outra opção da Cyrix é o Media-GX . Este é um processador bastante antigo, mas que ainda marca presença em muitos modelos de notebooks de baixo custo. Nada mais é do que uma versão do antigo Cyrix 6x86 MII com vídeo, som e chipsets integrados ao próprio processador. Com isto temos um conjunto bastante econômico, mas um baixo desempenho, já que tudo é controlado pelo processador, parasitando seu desempenho. O mais comum é encontrarmos o Media-GX de 266 MHz, este processador tem um desempenho próximo ao de um 233 MMX em aplicativos de escritório, mas perde para um Pentium 166 em aplicativos gráficos e jogos. Só valeria à pena comprar um destes se o preço estivesse bem em conta e o note fosse ser utilizado apenas para aplicativos leves... Com 64 MB de RAM o desempenho deve ficar razoável.

O K6-2+ é atualmente o melhor processador da AMD no ramo de notebooks. Esta é uma versão incrementada do antigo K6-2, que incorpora 128 KB de cache L2 trabalhando na mesma freqüência do processador. devido à presença do cache L2 integrado, o K6-2+ supera um Celeron do mesmo clock em aplicativos de escritório, e perde por uma margem de 10 a 13% em aplicativos gráficos. Não está nada mal, considerando o baixo custo deste chip, muito mais barato que um mobile Celeron.

Em termos de consumo elétrico o K6-2+ também está bem. Devido ao uso do PowerNow, uma tecnologia que reduz a freqüência de operação do chip enquanto estão sendo processados apenas aplicativos leves, economizando eletricidade, mas que automaticamente retorna à potência máxima sempre que necessário, permitindo economizar energia, sem sacrificar o desempenho. Veja que o PowerNow é bem diferente do speedstep da Intel, pois baixa a freqüência do processador apenas enquanto ele está ocioso.

O K6-2+ existe em versões de 475 a 550 MHz. A versão de 550 Mhz consome 14 Watts operando em sua capacidade máxima, mas usando o PowerNow, habilitado por defaut, o consumo cai para pouco mais de 8 Watts enquanto estiverem sendo rodados aplicativos leves.

Além do K6-2+, temos as versões mobile dos antigos K6-2 e K6-3, que ainda são bastante populares nos notebooks de baixo custo. O desempenho é equivalente ao das versões desktop destes processadores, apenas o consumo elétrico é mais baixo. O mobile K6-2 existe em versões de 266 MHz a 475 Mhz, consumindo de 8 a 12.6 watts, dependendo da versão (quanto mais rápido mais guloso). O mobile K6-3 por sua vez existe em versões de 350 a 450 Mhz, consumindo 12.6 Watts em todas as versões.


:. Dicas de Compra

Num notebook o processador usado não conta tanto no desempenho quanto a quantidade de memória RAM, além disso, temos a desvantagem adicional dos processadores mais rápidos utilizarem mais energia, diminuindo radicalmente a autonomia das baterias.
Optando por um processador mais simples você economizará dinheiro suficiente para fazer uma expansão de memória, optar por um HD maior, ou mesmo optar por outro modelo que traga mais recursos.

Pense com calma se um processador mais rápido será útil para você. Se você estiver pensando em comprar um aparelho que se mantenha atualizado por muito tempo, vale mais à pena comprar um modelo com muita memória RAM, (128 MB ou mais) e um HD grande, do que comprar um com um processador rápido e apenas 64 MB de memória...


:. Upgrade de processador

Em termos de manutenção não há muito para dizer sobre processadores, pois de todos os componentes do micro é o que costuma dar menos problemas e de qualquer maneira, quando algo acontece não é possível conserta-lo, a única solução seria a troca.

Em termos de upgrade de processador, temos nos notebooks uma liberdade muito menor que num micro de mesa. Em primeiro lugar por que nenhum notebook não é possível trocar a placa mãe e segundo por que mesmo considerando processadores da mesma família as alternativas são bastante limitadas.

Em termos de compatibilidade, geralmente é possível substituir o processador por um outro, da mesma família, que utiliza a mesma freqüência de barramento, um Pentium III de 500 MHz por outro de 700 MHz por exemplo. Porém, os processadores para notebook são muito caros e dificilmente você conseguirá vender o processador antigo, como faria caso tivesse em mãos um processador para desktop. Juntando tudo, o upgrade de processador em notebooks acaba sendo uma opção muito ruim em termos de custo benefício. Na maioria dos casos o mais sensato seria comprar mais memória, ou mesmo pensar em trocar o HD por um maior.

:. Memória »

 

 

 

 

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