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Data: 29.03.2002
Tipo: Curso
Fabricante: Não se Aplica
Por: Carlos E. Morimoto

 

 Guia Completo de Redes

:. Ponto a ponto x cliente - servidor

Seguramente, a polêmica em torno de qual destas arquiteturas de rede é melhor, irá continuar durante um bom tempo. Centralizar os recursos da rede em um servidor dedicado, rodando um sistema operacional de rede, como um Windows NT Server ou Novell Netware, garante uma maior segurança para a rede, garante um ponto central para arquivos; e ao mesmo tempo, oferece uma proteção maior contra quedas da rede, pois é muito mais difícil um servidor dedicado travar ou ter algum problema que o deixe fora do ar, do que um servidor de arquivos não dedicado, rodando o Windows 95, e operado por alguém que mal sabe o efeito de apertar Ctrl+Alt+Del :)

Por outro lado, uma rede cliente - servidor é mais difícil de montar e configurar (certamente é muito mais fácil compartilhar arquivos e impressoras no Windows 98 do que configurar permissões de acesso no Novell Netware...) e, na ponta do lápis, acaba saindo muito mais cara, pois além das estações de trabalho, teremos que montar um servidor, que por exigir um bom poder de processamento não sairá muito barato.

Um consenso geral é que para redes pequenas e médias, de até 40 ou 50 micros, onde a segurança não seja exatamente uma questão vital, uma rede ponto a ponto é geralmente a melhor escolha. Em redes maiores, o uso de servidores começa a tornar-se vantajoso.


:. Cliente - servidor

Montando uma rede cliente-servidor, concentraremos todos os recursos da rede no ou nos servidores. Arquivos, impressoras, serviços de fax e acesso à Internet, etc. tudo será controlado pelos servidores. Para isso, teremos que instalar um sistema operacional de rede no servidor. Existem vários sistemas no mercado, sendo os mais usados atualmente o Windows 2000 Server, Windows NT 4 Server, Novell Netware e versões do Linux.

Em todos os sistemas é preciso um pouco de tempo para configurar as permissões de acesso aos recursos, senhas, atributos, etc. mas, em compensação, uma vez que tudo estiver funcionando você terá uma rede muito mais resistente à tentativas de acesso não autorizado.

Como já vimos, existem vários tipos de servidores, classificados de acordo com o tipo de recurso que controlam. Temos servidores de disco, servidores de arquivos, servidores de impressão, servidores de acesso à Internet., etc.



:. Servidores de disco

Os servidores de disco foram bastante utilizados em redes mais antigas, onde (para cortar custos) eram utilizadas estações de trabalho sem disco rígido. O disco rígido do servidor era então disponibilizado através da rede e utilizado pelas estações. Todos os programas e dados usados pelos micros da rede, incluindo o próprio sistema operacional de cada estação, eram armazenados no servidor e acessados através da rede.

Neste tipo de rede, instalamos placas de rede com chips de boot nas estações. Nestes chips de memória EPROM, ficam armazenadas todas as informações necessárias para que o micro inicialize e ganhe acesso à rede, tornando-se capaz de acessar o disco do servidor e, a partir dele carregar o sistema operacional e os programas. Veja que a estação não solicita os arquivos ao servidor, ela simplesmente solicita uma cópia da FAT e acessa diretamente o disco. Veja o problema em potencial: a cópia da FAT é recebida durante o processo de boot de cada estação, mas durante o dia, vários arquivos do disco serão renomeados, deletados, movidos, novos arquivos serão criados, etc., e a cópia da FAT, de posse da estação, tornar-se-á desatualizada. Se cada vez que houvessem alterações nos arquivos do disco, o servidor tivesse que transmitir uma nova cópia da FAT para todas as estações, o tráfego seria tão intenso que não conseguiríamos fazer mais nada através da rede.

A solução mais usada neste caso era particionar o disco rígido do servidor em vários volumes, um para cada estação. Para armazenar dados que serão acessados por todas as estações, mas não alterados, pode ser criado um volume público apenas para leitura.

Redes baseadas em servidores de disco e estações diskless (sem disco rígido), são utilizáveis apenas em conjunto com sistemas operacionais e programas somente-texto (como no MS-DOS), pois neles é preciso transmitir uma quantidade pequena de dados através da rede. Se fossemos querer rodar um sistema operacional gráfico como o Windows, a rede tornar-se-ia extremamente lenta, pois o tráfego de dados seria gigantesco, congestionando tanto o servidor quanto a rede em sí.


:. Servidores de arquivos

Muito mais utilizados atualmente, os servidores de arquivos disponibilizam apenas arquivos através da rede e não o disco rígido em sí. A diferença é que cada estação deverá ter seu próprio disco rígido, onde estará instalado seu sistema operacional, e acessará o servidor apenas para buscar arquivos.

Enquanto um servidor de disco simplesmente disponibiliza seu disco rígido dizendo: Vão, usem a cópia da FAT que dei a vocês e peguem o que quiserem, num servidor de arquivos a estação dirá qual arquivo quer e o servidor irá busca-lo em seu disco rígido e em seguida transmiti-lo para a estação. Veja que enquanto no primeiro caso a estação acessa diretamente o disco do servidor para pegar o arquivo, no segundo o próprio servidor pega o arquivo e o transmite para a estação.

Como o sistema operacional e a maioria dos programas estarão localizados nos discos rígidos das estações, o tráfego na rede será bem menor e não existirá problema em rodar sistemas operacionais e programas pesados.


:. Ponto a ponto

Enquanto nas redes cliente - servidor temos o servidor como o ponto central da rede, de onde todos os recursos são acessados, numa rede ponto a ponto todas as estações dividem os recursos e estão no mesmo nível hierárquico, ou seja, todos os micros são ao mesmo tempo estações de trabalho e servidores.

Praticamente qualquer recurso de uma estação de trabalho, arquivos, impressoras, etc. podem ser compartilhados com a rede e acessados a partir de outras estações. A diferença é que não é preciso reservar uma máquina para a tarefa de servidor, a configuração da rede é muito mais simples e rápida e, se por acaso a rede cai, todos os computadores continuam operacionais, apesar de separados. A desvantagens, como vimos, são uma segurança mais frágil contra acesso não autorizado e contra panes nos micros que disponibilizam os recursos.


:. Servidores não dedicados

Imagine uma rede com 4 micros: O micro 1, operado pelo João que disponibiliza a única impressora da rede, o micro 2, operado pela Renata, que serve como um ponto central de armazenamento dos arquivos na rede, o micro 3, operado pelo Rodrigo, que disponibiliza um CD-ROM (também o único da rede) e o micro 4, operado pelo Rafael, onde está instalado o modem que compartilha sua conexão à Internet.

Todos os micros são servidores, respectivamente de impressão, arquivos, CD-ROM e acesso à Internet. Porém, ao mesmo tempo, todos estão sendo usados por alguém como estação de trabalho. Dizemos então que os 4 micros são servidores não dedicados. Sua vantagem é que (como no exemplo), não precisamos sacrificar uma estação de trabalho, mas em compensação, temos um sistema mais vulnerável. Outro inconveniente é que é preciso manter o micro ligado (mesmo que ninguém o esteja usando), para que seus recursos continuem disponíveis para a rede.


:. Impressoras de rede

Simplesmente disponibilizar uma impressora a partir de uma estação de trabalho é a forma mais simples e barata de coloca-la à disposição da rede. Este arranjo funciona bem em redes pequenas, onde a impressora não é tão utilizada. Mas, se a impressora precisar ficar imprimindo a maior parte do tempo, será difícil para quem está usando o micro da impressora conseguir produzir alguma coisa, já que usando o Windows 95/98 o micro fica bastante lento enquanto está imprimindo.

Neste caso, talvez fosse melhor abandonar a idéia de um servidor de impressão não dedicado, e reservar um micro para ser um servidor dedicado de impressão. Neste caso, o micro não precisa ser lá grande coisa, qualquer 486 com espaço em disco suficiente para instalar o Windows 95 (e mais uns 80 ou 100 MB livres para armazenar os arquivos temporários do spooler de impressão) dará conta do recado. Coloque nele um monitor monocromático, deixe-o num canto da sala sempre ligado e esqueça que ele existe :-)

Outra opção seria usar um dispositivo servidor de impressão. Estas pequenas caixas possuem seu próprio processador, memórias e placa de rede, substituindo um servidor de impressão. As vantagens deste sistema são a praticidade e o custo, já que os modelos mais simples custam em torno de 200 - 250 dólares. Um bom exemplo de dispositivos servidores de impressão são os JetDirect da HP. Basta conectar o dispositivo à rede, conectá-lo à impressora e instalar o programa cliente nos micros da rede que utilizarão a impressora. Para maiores informações sobre os JetDirect, consulte o site da HP, http://www.hp.com/net_printing

Finalmente, você poderá utilizar uma impressora de rede. Existem vários modelos de impressoras especiais para este fim, que tem embutida uma placa de rede, processador e memória RAM, ou seja, vem com um JetDirect embutido. Normalmente apenas as impressoras a Laser mais caras (a HP Laser Jet 8500 N por exemplo) possuem este recurso, por isso, na maioria dos casos as duas primeiras opções são mais viáveis para a sua pequena rede.


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