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Data: 29.03.2002
Tipo: Curso
Fabricante: Não se Aplica
Por: Carlos E. Morimoto

 

 Guia Completo de Redes

:. Protocolos

Toda a parte física da rede: cabos, placas, hubs, etc., serve para criar um meio de comunicação entre os micros da rede, como o sistema telefônico ou os correios, que permitem que você comunique-se com outras pessoas. Porém, assim como para que duas pessoas possam falar pelo telefone é preciso que ambas falem a mesma língua, uma saiba o número da outra, etc. para que dois computadores possam se comunicar através da rede, é preciso que ambos usem o mesmo protocolo de rede.

Um protocolo é um conjunto de regras que definem como os dados serão transmitidos; como será feito o controle de erros e retransmissão de dados; como os computadores serão endereçados dentro da rede etc. Um micro com o protocolo NetBEUI instalado, só será capaz de se comunicar através da rede com outros micros que também tenham o protocolo NetBEUI, por exemplo. É possível que um mesmo micro tenha instalados vários protocolos diferentes, tornando-se assim um poliglota. Graças aos protocolos, também é possível que computadores rodando diferentes sistemas operacionais de rede, ou mesmo computadores de arquiteturas diferentes se comuniquem, basta apenas que todos tenham um protocolo em comum.

O TCP/IP, por exemplo, é um protocolo suportado por praticamente todos os sistemas operacionais. O uso do TCP/IP é que permite o milagre de computadores de arquiteturas totalmente diferentes, como PCs, Macs, Mainframes e até mesmo, telefones celulares e micros de bolso poderem comunicar-se livremente através da Internet.


:. Camadas da rede

Uma rede é formada por várias camadas. Primeiro temos toda a parte física da rede, incluindo os cabos, hubs e placas de rede. Sobre a parte física temos primeiramente a topologia lógica da rede que, como vimos, é determinada pela própria placa de rede. Em seguida, temos o driver da placa rede que é fornecido pelo fabricante e permite que o sistema operacional possa acessar a placa de rede, atendendo às solicitações do protocolo de rede, o sistema operacional de rede e finalmente os programas. A primeira camada é física, e as demais são lógicas.



Atualmente são usados basicamente 3 protocolos de rede: o NetBEUI, o IPX/SPX e o TCP/IP. Cada um com suas características próprias:


:. NetBEUI

O NetBEUI é uma espécie de vovô protocolo, pois foi lançado pela IBM no início da década de 80 para ser usado junto com o IBM PC Network, um micro com configuração semelhante à do PC XT, mas que podia ser ligado em rede. Naquela época, o protocolo possuía bem menos recursos e era chamado de NetBIOS. O nome NetBEUI passou a ser usado quando a IBM estendeu os recursos do NetBIOS, formando o protocolo complexo que é usado atualmente.

No jargão técnico atual, usamos o termo NetBEUI quando nos referimos ao protocolo de rede em sí e o termo NetBIOS quando queremos nos referir aos comandos deste mesmo protocolo usado pelos programas para acessar a rede.

Ao contrário do IPX/SPX e do TPC/IP, o NetBEUI foi concebido para ser usado apenas em pequenas redes, e por isso acabou tornando-se um protocolo extremamente simples. Por um lado, isto fez que ele se tornasse bastante ágil e rápido e fosse considerado o mais rápido protocolo de rede durante muito tempo. Para você ter uma idéia, apenas as versões mais recentes do IPX/SPX e TCP/IP conseguiram superar o NetBEUI em velocidade.

Mas, esta simplicidade toda tem um custo: devido ao método simples de endereçamento usado pelo NetBEUI, podemos usa-lo em redes de no máximo 255 micros. Além disso, o NetBEUI não suporta enumeração de redes (para ele todos os micros estão ligados na mesma rede). Isto significa, que se você tiver uma grande Intranet, composta por várias redes interligadas por roteadores, os micros que usarem o NetBEUI simplesmente não serão capazes de enxergar micros conectados às outras redes, mas apenas os micros a que estiverem conectados diretamente. Devido a esta limitação, dizemos que o NetBEUI é um protocolo não roteável

Apesar de suas limitações, o NetBEUI ainda é bastante usado em redes pequenas, por ser fácil de instalar e usar, e ser razoavelmente rápido. Porém, para redes maiores e Intranets de qualquer tamanho, o uso do TCP/IP é muito mais recomendável.


:. IPX/SPX

Este protocolo foi desenvolvido pela Novell, para ser usado em seu Novell Netware. Como o Netware acabou tornando-se muito popular, outros sistemas operacionais de rede, incluindo o Windows passaram a suportar este protocolo. O IPX/SPX é tão rápido quanto o TPC/IP (apesar de não ser tão versátil) e suporta roteamento, o que permite seu uso em redes médias e grandes.

Apesar do Netware suportar o uso de outros protocolos, incluindo o TPC/IP, o IPX/SPX é seu protocolo preferido e o mais fácil de usar e configurar dentro de redes Novell.

Você já deve ter ouvido muito a respeito do Netware, que é o sistema operacional de rede cliente - servidor mais utilizado atualmente.

Além do módulo principal, que é instalado no servidor, é fornecido um módulo cliente, que deve ser instalado em todas as estações de trabalho, para que elas ganhem acesso ao servidor.

Além da versão principal do Netware, existe a versão Personal, que é um sistema de rede ponto a ponto, que novamente roda sobre o sistema operacional. Esta versão do Netware é bem fácil de usar, porém não é muito popular, pois o Windows sozinho já permite a criação de redes ponto a ponto muito facilmente.


:. DLC

O DLC é um protocolo usado por muitas instalações Token Ring para permitir a comunicação de PCs com nós de interconexão de mainframe. Alguns modelos antigos de JetDirects da HP, assim como alguns poucos modelos de impressoras de rede também só podem ser acessados usando este protocolo. Apesar de ser necessário instala-lo apenas nestes dois casos, o Windows oferece suporte ao DLC, bastando instala-lo junto com o protocolo principal da rede.


:. TCP/IP

Uma das principais prioridades dentro de uma força militar é a comunicação, certo? No final da década de 60, esta era uma grande preocupação do DOD, Departamento de Defesa do Exército Americano: como interligar computadores de arquiteturas completamente diferentes, e que ainda por cima estavam muito distantes um do outro, ou mesmo em alto mar, dentro de um porta aviões ou submarino?

Após alguns anos de pesquisa, surgiu o TCP/IP, abreviação de Transmission Control Protocol/Internet Protocol ou Protocolo de Controle de Transmissão/Protocolo Internet. O TPC/IP permitiu que as várias pequenas redes de computadores do exército Americano fossem interligadas, formando uma grande rede, embrião do que hoje conhecemos como Internet.

O segredo do TCP/IP é dividir a grande rede em pequenas redes independentes, interligadas por roteadores. Como apesar de poderem comunicar-se entre sí, uma rede é independente da outra; caso uma das redes parasse, apenas aquele segmento ficaria fora do ar, não afetando a rede como um todo. No caso do DOD, este era um recurso fundamental, pois durante uma guerra ou durante um ataque nuclear, vários dos segmentos da rede seriam destruídos, junto com suas respectivas bases, navios, submarinos, etc., e era crucial que o que sobrasse da rede continuasse no ar, permitindo ao comando coordenar um contra ataque. Veja que mesmo atualmente este recurso continua sedo fundamental na Internet, se por exemplo o servidor do Geocities cair, apenas ele ficará inacessível.

Apesar de inicialmente o uso do TPC/IP ter sido restrito a aplicações militares, com o passar do tempo acabou tornando-se de domínio público, o que permitiu aos fabricantes de software adicionar suporte ao TCP/IP aos seus sistemas operacionais de rede. Atualmente, o TPC/IP é suportado por todos os principais sistemas operacionais, não apenas os destinados a PCs, mas a todas as arquiteturas, inclusive mainframes, minicomputadores e até mesmo celulares e handhelds. Qualquer sistema com um mínimo de poder de processamento, pode conectar-se à Internet, desde que alguém crie para ele um protocolo compatível com o TCP/IP e aplicativos www, correio eletrônico etc. Já tive notícias de um grupo de aficcionados que criou um aplicativo de correio eletrônico e browser para MSX.

Alguns exemplos de sistemas operacionais que suportam o TCP/IP são: o MS-DOS, Windows 3.11, Windows 95/98/NT/2000/CE, Netware, MacOS, OS/2, Linux, Solaris, a maioria das versões do Unix, BeOS e vários outros.

Voltando à história da Internet, pouco depois de conseguir interligar seus computadores com sucesso, o DOD interligou alguns de seus computadores às redes de algumas universidades e centros de pesquisa, formando uma inter-rede, ou Internet. Logo a seguir, no início dos anos 80, a NFS (National Science Foundation) dos EUA, construiu uma rede de fibra ótica de alta velocidade, conectando centros de supercomputação localizados em pontos chave nos EUA e interligando-os também à rede do DOD. Essa rede da NSF, teve um papel fundamental no desenvolvimento da Internet, por reduzir substancialmente o custo da comunicação de dados para as redes de computadores existentes, que foram amplamente estimuladas a conectar-se ao backbone da NSF, e consequentemente, à Internet. A partir de abril de 1995, o controle do backbone (que já havia se tornado muito maior, abrangendo quase todo o mundo através de cabos submarinos e satélites) foi passado para o controle privado. Além do uso acadêmico, o interesse comercial pela Internet impulsionou seu crescimento, chegando ao que temos hoje.


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