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Data: 29.03.2002
Tipo: Curso
Fabricante: Não se Aplica
Por: Carlos E. Morimoto

 

 Guia Completo de Redes

:. Fechando programas travados

Apesar do Kernel do Linux ser extremamente estável, quase impossível de travar, os programas nem sempre são. Para complicar, o rápido desenvolvimento do sistema e a necessidade por novos aplicativos acabam fazendo que com muitas vezes as distribuições tragam programas ainda em estágio Beta, ou mesmo Alpha, que ainda não estão completamente estáveis. Isto acaba resultando em travamentos. A vantagem do Linux neste ponto é que você nunca precisará reiniciar todo o sistema, bastará matar o aplicativo problemático, ou no pior dos casos reiniciar a interface gráfica.

A forma mais prática de finalizar aplicativos é usar o xkill. Ao clicar sobre o ícone do programa, ou chama-lo pelo terminal (digitando xkill) o cursor do mouse virará um ícone de caveira. Basta clicar sobre o programa para finaliza-lo


Você também pode finalizar os programas através do terminal, usando os comandos kill e killall. O killall pode ser usado sempre que você souber o comando que inicializa o programa a ser fechado. Por exemplo, para fechar o xmms, o mesmo do screenshot acima, bastaria escrever killall xmms, para finalizar o konqueror o comando seria killall konqueror e assim por diante.

O problema com o killall é que em muitos casos o comando para fechar o programa não é o mesmo que seu nome. Para fechar o mozilla por exemplo, você teria que digitar killall mozilla-bin e não apenas killall mozilla, que seria o mais lógico.

Para os casos onde você não souber o nome do programa, existe o comando ps que mostra todos os processos em execução.

Existem várias opções para este comando. A que costumo usar mais freqüentemente é ps -x | more que mostra todos os processos iniciados por você no terminal atual, sempre dando uma pausa quando esta encher a tela:


Na coluna direita da lista você verá os nomes dos aplicativos. Veja que em muitos casos o mesmo programa aparece várias vezes, como o xmms, mas o killall se encarrega de acabar com todos os vestígios.

Na coluna da esquerda está o PID de cada processo, que pode ser usado em conjunto com o comando kill, como em kill 2444

Além do ps -x, você pode tentar o ps -aux, que inclui os processos iniciados por outros usuários e em outros terminais. Ele resulta numa lista bem mais detalhada e também maior.

Se ao invés de um programa quem travar for o gerenciador de janelas, use o atalho Ctrl+Alt+Backspace para finalizá-lo. Você voltará para a janela de login e poderá inicializar novamente o gerenciador, ou tentar outro.


:. Montando e desmontando

Para tornar acessível o seu CD-ROM, disquete, ou mesmo uma partição que use um formato de arquivos suportado pelo Linux, como por exemplo uma partição Fat32, é preciso usar o comando "mount".

Para acessar o CD-ROM digite: mount /mnt/cdrom

Se você quiser trocar o CD que está na bandeja, você deverá primeiro "desmontar" o CD-ROM, com o comando umount /mnt/cdrom. Depois de trocar o CD é só dar novamente o comando de montagem.

Para montar e desmontar disquetes os comandos são mount/mnt/floppy e umount /mnt/floppy.

No KDE você pode montar e desmontar o CD-ROM simplesmente clicando com o botão direito sobre o ícone correspondente na área de trabalho. A interface gráfica está aqui para simplificar as coisas :-)

O Kernel 2.2, a última versão estável antes da atual, que é a 2.4, suportava o recurso de automount, que automatizava esta tarefa pelo menos para o CD-ROM. Por algum motivo este recurso deixou de ser suportado na versão atual, mas deve voltar nas próximas versões.


:. Acessando a partição do Windows apartir do Linux

Se você instalou o Windows 9x e o Linux em dual boot na mesma máquina, e quer acessar os arquivos que estão na partição Windows apartir do Linux, é só seguir as dicas abaixo:

Primeiro verifique qual é a partição onde o Windows está instalado. Lembre-se de como o Linux identifica suas partições de disco. Se o Windows estiver instalado na partição primária do primeiro HD (o mais provável), então a partição é /dev/hda1.

No prompt, digite cd /mnt e crie um diretório "windows" (pode ser outro nome qualquer) com o comando "mkdir windows". Agora é só dar o comando:

mount /dev/hda1 /mnt/windows -t vfat


Pronto, agora é só dar um cd windows para acessar todos os arquivos que estão na partição Windows. Você pode acessar os arquivos apartir da interface gráfica.

O comando mount é usado para montar vários sistemas de arquivos, incluindo unidades de rede. Veremos este recurso com mais detalhes adiante.


:. O terceiro botão

O botão central do mouse, que não tem muita serventia no Windows, permite copiar e colar entre aplicativos ou até mesmo entre aplicativos gráficos e terminais abertos dentro da interface gráfica. Isso substitui o crtl+c, crtl+v com a vantagem do comando ser dado com um único clique do mouse. Basta selecionar o trecho de texto, a imagem, ou o que quiser copiar numa janela e clicar com o botão central na janela onde quiser colar a seleção. Se você não tiver um mouse de três botões, pressione simultâneamente os dois botões. A maioria dos aplicativos também permite usar o copiar/colar, como no Windows.


:. Editando arquivos de texto

Apesar de todos os programas de configuração que existem, a maior parte das configurações do Linux pode ser feita através de arquivos texto. Na verdade, a maioria dos programas de configuração nada mais são do que assistentes que facilitam a configuração destes arquivos.

Mas, muitas ferramentas de configuração podem mudar de uma distribuição para a outra, enquanto os arquivos de configuração são universais. Por isso, a maioria dos autores, prefere explicar a configuração dos arquivos ao uso das ferramentas, para que as instruções possam ser seguidas por todos os leitores.

Ou seja, gostando ou não, muitas vezes você precisará editar algum arquivo de configuração, ou talvez prefira fazer isso algumas vezes para ganhar tempo.

Para editar os arquivos você precisará apenas de um editor de textos. Existem vários exemplos: você pode por exemplo usar o kedit, em modo gráfico, ou o vi se estiver em modo texto. Para abrir o kedit, já no arquivo a ser editado, abra um terminal e digite kedit nome_do_arquivo, como em kedit /home/morimoto/.bashrc.


Kedit


O kedit é muito parecido com o notepad do Windows. Basta escrever o texto e salvar. No vi os comandos são um pouco mais complicados, pois ele tem muitos recursos e todos são ativados através do teclado. Mas, para editar um texto simples você não terá muito trabalho.

Digite: vi nome_do_arquivo Para abrir o arquivo a ser editado. Se o arquivo não existir o programa se encarregará de criá-lo. Se quiser abrir um arquivo que não está dentro da pasta onde está, basta dar o caminho completo. Se por exemplo, se você está na pasta home/morimoto e quer abrir o arquivo /etc/fstab, basta digitar vi /etc/fstab

Ao abrir o vi você perceberá que o programa possui uma interface muito simples. Na verdade não há interface alguma :-) Mesmo assim, usá-lo é bem simples. O vi tem três modos de operação: comando, edição e o modo ex. Ao abrir o programa, você estará em modo de comando, para começar a editar o texto basta pressionar a tecla i. Apartir daí ele funciona como um editor de textos normal, onde o Enter insere uma nova linha, as setas movem o cursor, etc. Quando terminar de aditar o arquivo, pressione Esc para voltar ao modo de comando e em seguida ZZ (dois Z maiúsculos) para salvar o arquivo e sair. Para sair sem salvar pressione Esc e digite :q!


vi


Você voltará imediatamente para o terminal. Verifique se está tudo ok com o arquivo digitando cat nome_do_arquivo.


:. Desligando

Assim como no Windows, você precisa desligar o sistema corretamente para evitar perda de arquivos. Além da opção disponível na Interface gráfica, você pode desligar o sistema através de um terminal, usando um dos comandos abaixo:

reboot - Reinicia o micro.

halt Desliga o micro.

shutdown -h now Também serve para desligar o sistema. Você pode substituir o now (agora) por um tempo em minutos que o sistema esperará antes de desligar, usando o argumento + como em shutdown -h +60. Você pode ainda especificar o tempo no formato hh:mm como em shutdown -h +06:00 (para desligar às 6:00 da manhã). É útil se você tem o hábito de deixar o micro ligado durante a madrugada baixando arquivos.

Ctrl+Alt+Del - Este é uma atalho de teclado, que dependendo da distribuição desliga ou apenas reinicia o sistema.


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